segunda-feira, 9 de março de 2015

QUASE NADA A TEMER, A NÃO SER TEMER

Estamos prestes a assistir a reedição da "Marcha da família com deus pela liberdade", (preâmbulo do golpe de 64) próximo dia 15. Até a data é praticamente a mesma. A Marcha ocorreu em 19 de março de 64, e o golpe logo depois, no dia 31... A quem interessa esse estado de coisas? A lista dos parlamentares que receberam dinheiro de propina já saiu. A citação de Dilma sequer foi arquivada, porque não havia nenhum fato. A citação de Aécio, por existirem fatos, pessoas e o modo de como se deu, foi arquivada... O país vive o risco de hiperflação, causado justamente pelo risco de instabilidade política, aumento do dólar, reajuste de tarifas públicas, etc.  A instabilidade política por sua vez viria da falta de governabilidade e/ou processo de impeachment... 

O que essa marcha ajudaria no atual cenário? Ajudaria apenas o PMDB, que já tem seus principais nomes no processo da Lava-jato (Presidentes do Senado e Câmara) e não tem mais nada a perder. Não tem a perder e só a ganhar, inclusive a Presidência do Brasil, via Michel Temer, no caso de uma renúncia ou impeachment de Dilma... Se os tais protestos obtiverem grande dimensão na mídia, estará armado o circo que o Renan e Cunha querem. Sairão de alvo para atiradores... 

De resto, a saída da Presidenta efetivaria a instabilidade política, e aí teríamos garantidos o desemprego e a volta da hiperinflação, impulsionada pela volta do pmdebismo (fundado pelo Presidente Sarney) com Michel Temer, ou seja, um jeito de governar via caos econômico, baseado no aumento exorbitante de gastos públicos e ciranda financeira, como modo de desviar cada vez mais dinheiro e distribuí-lo entre os seus, sem ninguém perceber... 

Aos que temem que o país vire um caos com a Dilma, garanto-lhes: Nada a temer, a não ser o Temer...