O escravo foi substituído por um tipo de escravidão mais branda, inclusive, com a inclusão de imigrantes nas lavouras de café, e os fazendeiros da política café com leite era dono do governo do poder, e viam o Estado como um patrimônio próprio e retiravam dele o que bem entendessem, já que eles o sustentavam, num sistema que ficou conhecido como Patrimonialismo .
Só em 1930, a Corrupção Agrária teve seu fim decretado por Getúlio Vargas, que inaugurou a Corrupção Industrial. Na Ditadura Vargas o motor da economia passou a ser as estatais criadas (Petrobras, Siderurgicas, etc.), e seus dirigentes sendo beneficiários de uma Ditadura violenta, tiravam o que bem entendiam dessas empresas, sem ter de prestar contas a ninguém.
Com o fim da Era Vargas, entra a era JK, que impulsiona a economia com acordos espúrios com montadoras de automóveis, obras faraônicas como a malha rodoviária para impulsionar a venda desses carros e a construção de Brasília, que segundo os estudiosos, foi o maior esquema de corrupção da história, em valores atualizados. Tivemos então, o maior ciclo de crescimento até então.
Jânio Quadros se elege prometendo varrer a corrupção dos anos JK... Resultado? Queda do PIB, ferindo interesses dos grandes grupos econômicos, o que, de fato, levou à sua "renúncia".
Entra João Goulart, vice de Jânio prometendo reformar o Estado, mantendo a política de combate à corrupção de Jânio e propondo medidas na economia, que ficaram conhecidas como "socialistas", mas na verdade eram medidas anti-corrupção, anti o modelo de economia corrupta, como o fim das terras públicas ou devolutas ocupadas ilegalmente por fazendeiros. Mais uma vez a economia quebra, os grandes grupos diminuem seus lucros, e os militares tiram Jango do Poder.
Inicia-se então, um nome ciclo de Patrimonialismo, em que estatais eram criadas, para atender interesses da iniciativa privada. Nessa época, é que pequenas empreiteiras como Odebrecht e OAS se tornam gigantes, vampirizando os recursos do Estado, em suas obras hiperfaturadas, como a Ponte Rio Niteroi. As estatais eram dirigidas ou por militares ou por dirigentes nomeados por eles e pelos grupos privados. As capitais e estados eram governados por políticos biônicos, colocados pelos militares, como Paulo Maluf, ACM, que faziam o que queriam com os recursos públicos. Na economia, Delfim Neto, fraudava até os índices de inflação... Com esse modelo, o Brasil supera o ciclo de crescimento econômico da era JK, com o chamado Milagre Brasileiro e se torna a maior economia do mundo.
Esse modelo tem a pá de cal com o General Figueiredo, um militar sistemático, que não gostava de roubalheiras, e morreu relativamente pobre, e responsável pelo declínio na economia, ao brecar grandes negociatas.
Vem a Nova República, e o PMDB no poder, originalmente um partido decente, atrai grande parcela dos corruptos para seus quadros, como José Sarney, que promove um governo de transição tumultuado entre o modelo de Corrupção Militar e o novo modelo da Nova República, ainda sem forma.
Para sucedê-lo, entra Fernando Collor, prometendo, em reuniões secretas, para os grandes grupos, como Rede Globo, uma Corrupção Moderna. Porém, o que ele implementa é a chamada Corrupção Narcísica, em que ele roubava somente para ele e seus homens, o que desagradou os grupos que sempre mamaram nas tetas do Estado, e que o destituíram rapidamente.
Assume Itamar Franco, que nomeia como chefe da economia Fernando Henrique Cardoso, o pai da Neo Corrupção, ou seja, o roubo dos cofres públicos para alimentar os partidos nas eleições e seus políticos. Ali nasceram os novos esquemas de compra de votos no Congresso e os primeiros mensalões em nível federal (Aprovação Reeleição, Reforma Previdência, etc) e estadual, com o governador Azeredo em Minas, que contratou Marcos Valério e seus serviços pela primeira vez. Paralelamente, estatais eram dadas à iniciativa privada, em tenebrosas transações, que ficaram conhecidas como Privataria Tucana, banqueiros recebiam 30 bilhões de dólares pelo Proer. Outras figuras como Delcídio, Cerveró, etc inauguravam novos esquemas na Petrobras, que duram até hoje...
O segundo mandato de Fernando Henrique foi mais tímido em termos de corrupção. Não haviam mais estatais para rifar, banqueiros para "socorrer" a economia caiu, gerou desemprego e o pai da Neo Corrupção sai do poder.
Entra o governo petista, saem de cena os Banqueiros, que só queriam taxas de juros altíssimas para lucrarem, o que desacelerava a economia, e voltam os Empreiteiros, mais empreendedores e que geravam mais empregos com seus esquemas, de roubar dinheiro do Estado para alavancar o crescimento de suas empresas. O esquema é um sucesso nos oito anos de governo Lula, mas se esgota no governo Dilma, que transfere trilhões para o setor industrial, através da redução de IPI e outras isenções, quebrando os cofres do Estado, sem porém obter retorno em crescimento.
Aí em 2014 começa a Operação Lava-Jato, que paralisaria os esquemas das maiores empreiteiras e da Petrobras, que juntos eram responsáveis por cerca de 3,5% do PIB.
CONCLUSÃO ESTARRECEDORA: Ou volta a corrupção ou país quebra, ou viraremos a Venezuela! Fora Janot! Fora PF, fora MP, FORA MORO!!!!