http://www.youtube.com/watch?v=jtqEHV6SiMY
Dizem que quando Jesus voltasse, voltaria novamente entre o povo mais humilde da Terra. Talvez ele tenha insistido em nascer todo o ano na Somália, mas sempre morre de desnutrição antes de completar um ano...
O vídeo acima é intencionalmente dramático, já que a realidade africana é infinitamente mais dramática. Pois, imagine se estrangeiros invadissem sua cidade e separassem você de seu pai, sua mãe, seus irmãos, seus filhos, sua esposa, te acorrentassem num porão de navio, numa viagem de um mês e depois te escravizassem por toda a vida. Imagine que fizessem isso com tua gente durante 400 anos. E depois disso, como se fosse pouco, numa outra barbárie chamada Neocolonialismo, invadissem de novo seu país, misturassem tribos tradicionalmente rivais, inventassem etnias (ex. tutsis e hutus), classificassem as pessoas e as separassem, inventando novas rivalidades entre esses grupos, ou as dividindo entre dois exércitos. Imagine que, depois, o neocolonizador abandonasse esse povo nesse estado caótico e como se ainda fosse pouco, vendendo armas a eles em troca de petróleo, diamantes, ou em troca do combate ao comunismo, islamismo ou outras invenções. Penso que essas são as causas do holocausto africano de que temos notícias de tempos em tempos, quando cantores se reunem para arrecadar alimentos para aquele povo, tentando eximir a Europa e países ricos da culpa por esse genocídio, quando a solução definitiva seria possível caso houvesse algum interesse dessas nações em salvarem aqueles seres humanos...
O homem não poderá se considerar um ser racional, enquanto em uma parte do mundo se desperdiçar tanto alimento e riquezas e logo ao lado, tantos morrerem de fome, sede e outras misérias. O homem também não poderá se considerar um ser espiritual, posto que, filhos de um mesmo Deus, todos deveriam se considerar irmãos, e não poderia haver tantas diferenças assim entre eles. E se o homem não for racional, nem espiritual, ele é o pior animal da face da terra.

Nenhum comentário:
Postar um comentário